A queda de braço entre o funcionalismo e o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, está longe de acabar. Por enquanto, a vantagem é dos servidores. Escolas estão sem aulas, consultas nas policlínicas foram adiadas e o serviço público como um todo está prejudicado.

A greve dos funcionários públicos de Santos completa uma semana. A categoria quer aumento de salário, o prefeito já disse que não tem de onde tirar dinheiro para melhorar a proposta. Talvez no segundo semestre, se a arrecadação aumentar.

Por hora, o prefeito amarga em seu gabinete, no Palácio José Bonifácio, as consequências da má gestão do dinheiro público. A justificativa oficial para o rombo nas contas do cofre santista é que o município deixou de arrecadar R$ 100 milhões em impostos e tributos no ano passado. Porém, obras demais, e desnecessárias, e locações de imóveis que nunca foram ocupados comprometeram o orçamento municipal.

Pesa ainda sobre o chefe do Executivo a acusação de pagamentos indevidos e sonegação de encargos trabalhistas federais a inúmeras pessoas em prestações de serviços ou negociações suspeitas cujo esquema está sendo chamado de “chequinho”.

O cobertor é curto demais para cobrir o rombo financeiro e moral do atual governo de Santos. Enquanto o funcionalismo segue em ponto de ebulição nas ruas, esvaziando os departamentos e escolas públicas, o impasse continua. E quanto mais o tempo passa, mais difícil será para o alto escalão do Palácio da Praça Mauá solucionar o impasse, sem mais prejuízos, principalmente para a população que necessita dos serviços públicos. 

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