As queixas de pacientes que procuram atendimento na UPA Central de Santos, diariamente, mostram que o descaso com a saúde da população continua. Faltam profissionais para atender quem necessita de cuidados médicos ou ambulatoriais.

Dia desses, apenas uma enfermeira estava encarregada de aplicar injeções e inalações, o que aumentava ainda mais a espera dos munícipes que aguardavam por atendimento. Segundo funcionários da unidade, o correto é ter um profissional para aplicar injeções e outro para atender pacientes que necessitam de inalação.

Enquanto pacientes sofrem mais do que deveriam à espera do santo remédio que aliviaria suas dores na unidade de saúde que tem administração terceirizada, a Prefeitura anuncia que, finalmente, deu início à construção do Pronto-Socorro da Zona Leste. No entanto, se a “chuva” permitir, o novo prédio será entregue em março de 2019. Serão investidos R$ 5,6 milhões, sendo R$ 4 milhões do Governo Federal, para erguer o imóvel.

É tempo demais para uma cidade de 420 mil habitantes que, atualmente, não conta com uma única unidade de pronto atendimento com capacidade para atender os pacientes que recebe. Lembrando que a Upa Central também atende moradores das cidades vizinhas São Vicente e Cubatão.

O prédio do Pronto-Socorro da Zona Leste, conhecido como PS do Macuco, que havia sido ampliado na gestão Beto Mansur, foi demolido pela gestão Paulo Alexandre Barbosa para a construção de um novo. Ora, um contrato de construção demanda muito mais investimentos do que um de reforma, facilitando o caixa 2.

E, pode acreditar, caro leitor, o contrato do PS da Zona Leste sofrerá um aditamento com alguma velha desculpa de sempre, como problema com a construtora, por exemplo. É tão certo quanto morte e impostos. A obra ficará ainda mais cara para o munícipe que continuará sem uma unidade de saúde pública própria para uma cidade como Santos, enquanto a irresponsabilidade com a coisa pública engorda a corrupção. 

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